por Leonardo S.F. dos Santos*.
Se alguém conseguisse ficar vivo na superfície do Sol, a Terra seria vista girando em torno de si mesma e do próprio Sol. O giro da Terra em torno de si é o dia. A volta em torno do Sol é o ano sideral. Aqui, na Terra, o dia é a volta do Sol em torno da Terra, no sentido leste-oeste. Além disso, os terráqueos também observam que a trajetória do Sol no céu oscila no sentido norte-sul. O ciclo norte-sul da trajetória solar vista na Terra é o ano tropical. O movimento do eixo da Terra em relação ao Sol gera uma pequena diferença entre o ano sideral e tropical. Os anos sideral dura 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 10 segundo, enquanto o tropical, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. A razão desta diferença é um pouco complicada para descrever neste texto breve, mas o leitor pode aprender sobre isso neste link. Em geral, os textos didáticos só mencionam a existência do ano de 365 dias e 6 horas, sem especificar os adjetivos tropical e sideral.
Entre 20 e 21 de dezembro, a trajetória do Sol atinge seu extremo sul. No hemisfério sul é o maior dia e menor noite do ano. Analogamente, o hemisfério norte tem o menor dia e a maior noite entre os dias 20 e 21 de dezembro. O fenômeno do Sol atinge o extremo sul entre os dias 20 e 21 de dezembro é denominado solstício. Nos hemisfério sul e norte, os solstício são denominados respectivamente “solstício de verão” e “solstício de inverno”.
Após o dia 20 ou 21 de dezembro, a medida que a trajetória solar se desloca para o Norte, os dias no hemisfério sul continuam mais longos do que a noite, mas a diferença entre ambos diminui. Entre 20 e 21 de março, o dia e a noite ficam com a mesma duração. Nos hemisférios sul e norte, este fenômeno é denominado respectivamente de “equinócio do outono” e “equinócio da primavera”.
Depois do equinócio de março, a trajetória solar avança rumo ao Norte. Os dias passam a ser menores do que as noites no hemisfério sul, ocorrendo o inverso ao norte do Equador. Entre 20 ou 21 de junho, o Sol chega ao extremo norte, um novo solstício. Como o leitor já deve desconfiar, o solstício de junho é de inverno e verão respectivsamente nos hemisférios sul e norte. Este é o menor dia do ano no hemisfério norte, e o maior no sul.
Após o solstício de junho, a trajetória do Sol volta-se ao sul. Nos dias 22 ou 23 de setembro, há os equinócios da primavera e do outono nos hemisférios sul e norte respectivamente. Finalmente, entre 20 ou 21 de dezembro ocorre o solstício de dezembro, com a trajetória solar no extremo sul. O ano tropical fica completo e mais o processo se repete indefinidamente.
O dia tem 24 horas, mas o “dia” (no sentido de período luminoso). O dia e a noite somados tem 24 horas. Isso implica que o dia e a noite têm 12 horas cada? Não.
Durante os dias de primavera e de verão, o dia é maior do que a noite. Em outras palavras, durante a primavera e o verão, o dia dura mais do que 12 horas. Consequentemente, a noite tem menos do que 12 horas. Já no outono e no inverno, a situação se inverte. Nos dias de outono e inverno, o dia perdura menos que 12 horas. A noite fica mais longa do que o dia.
Há apenas dois dias no ano em que o dia e a noite tem 12 horas cada. Nestes dias ocorre um fenômeno astronômico chamado de "equinócio". O prefixo "equi" em "equinócio" lembra a equivalência entre a duração do dia e da noite. Os dias de equinócio variam a cada ano, mas sempre ocorrem nos meses de março e setembro. O primeiro equinócio do ano ocorre entre 20 e 21 de março. Já o segundo equinócio acontece entre 22 e 23 de setembro.
Aproveite e preste atenção no nascer e no pôr do Sol nos dias de equinócio. Repare como o dia e a noite terão 12 horas cada um. No ano de 2020, os equinócios ocorrerão nos dias 20 de março e 22 de setembro.
Em 2020, o solstício de dezembro ficou no dia 21/12/2020.
* Leonardo Sioufi Fagundes dos Santos é professor de Física da UNIFESP e coordenador do Portal Píon.
por Leonardo S. F. dos Santos*
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Da esquerda para a direita e de bcima para baixo, Galileu Galilei, Isaac Newton, James Clark Maxwell, Emmy Noether, Conferência de Solvay (onde estavam Albert Einstein, Marie Curie, Max Planck, Werner Heisenberg, Erwin Schrodinger, Paul Dirac, entre outros), César Lattes e Stephen Hawking. Fonte das fotos: Wikipédia.
Você está lendo este texto em um computador, tablet, celular ou papel. Computadores, tablets e celulares existem graças à Física. Se você está lendo este texto em papel, isso foi devido à uma impressora. Impressoras são resultado da aplicação da Física. Toda a tecnologia moderna originou-se da Física, como por exemplo, lasers, leds, o próprio transporte de energia elétrica que mantém a sociedade ligada, etc.
A Física foi criada e está sendo desenvolvida pelas físicas e pelos físicos. Por que não dedicar um dia do ano para esses profissionais? Na verdade, existe um dia do físico, 19 de maio.
Qual a razão da escolaha do dia 19/05 como o "dia do físico"? Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o dia 19/05 não é o aniversário do pai da Física, Issac Newton (04/01), nem do precursor Galileu Galilei (15/02), nem do sistematizador do Eletromagnetismo, James C. Maxwell (13/06), nem do criador da Relatividade, Albert Einstein (14/03), nem dos pais da Mecânica Quântica, Max Planck (23/04), Werner Heisenberg (05/12), Erwin Schrodinger (12/08), nem da mãe da radioatividade, Marie Curie (07/11), nem do pai da Física Nuclear, Ernest Rutherford (30/08), nem do pioneiro das teorias quântico-relativísticas, Paul Dirac (20/10), nem do popular Stephen Hawking (08/01), e nem o descobridor da partícula "píon", o brasileiro César Lattes. (08/05). Aliás, o nome Píon deste Portal é uma homenagem à César Lattes.
A data 19/05 é uma alusão à 1905, o chamado Ano Miraculoso de Einstein. Foi em 1905 que o físico Albert Einstein publicou 4 artigos de grande impacto, incluindo aquele sobre a Teoria da Relatividade. A UNESCO Decretou o centenário do Ano Miraculoso, 2005, como "Ano Internacional da Física".
A Física não é uma ciência acabada, ela continua evoluindo.
Feliz dia dos físicos, não apenas aos físicos, mas à toda a humanidade!
Leonardo Sioufi Fagundes dos Santos é professor de Física da UNIFESP e coordenador do Portal Píon da Sociedade Brasileira de Física.
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