O Prêmio Joaquim da Costa Ribeiro reconhece a contribuição de pesquisadores ao longo de sua carreira para a Física da Matéria Condensada e de Materiais no Brasil. 

Descobridor do efeito termodielétrico em 1944, Joaquim da Costa Ribeiro foi um dos pioneiros da Física da Matéria Condensada e de Materiais no Brasil. Foi um dos fundadores do CNPq e seu primeiro diretor científico. 

As indicações das candidaturas ao prêmio podem ser feitas por qualquer sócio ou grupo  de sócios da SBF e devem ser encaminhadas à Comissão de Área Física da Matéria Condensada e Materiais da SBF, pelo e-mail premiojcr@sbfisica.org.br. A mensagem deve conter os seguintes documentos em inglês: i) CV do candidato e ii) um texto descrevendo a contribuição do candidato para a Física da Matéria Condensada e Materiais.

As indicações podem ser encaminhadas para o email premiojcr@sbfisica.org.br

Para o prêmio de 2022, as indicações devem ser enviadas até o dia 14/12/2022

Regulamento

Veja o regulamento completo do prêmio

Prof. Amir Ordacgi Caldeira – UNICAMP
Profa. Yvonne Primerano Mascarenhas – IFSC-USP 
Prof. Sergio Machado Rezende- Universidade Federal de Pernambuco
Prof. Sérgio Mascarenhas – Instituto de Física de São Carlos – USP-São Carlos
Joaquim da Costa Ribeiro

Joaquim da Costa Ribeiro (1906-1960)

Joaquim da Costa Ribeiro (Rio de Janeiro, 8 de julho de 1906 — Rio de Janeiro, 29 de julho de 1960) foi um dos pioneiros da Física da Matéria Condensada no Brasil, descobridor do efeito termodielétrico, também conhecido como efeito Costa Ribeiro. Cursou o ensino médio no Externato Santo Inácio, o qual concluiu em 1922. Diplomouse engenheiro civil e engenheiro mecânico-eletricista em 1928 na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. Em 1933, tornou-se livre docente. Em 1940 iniciou pesquisas em busca de um novo método para medir a radioatividade. Logo depois passou a estudar a produção de eletretos (sólidos permanentemente eletrizados) empregando diversos materiais dielétricos (isolantes).

Durante as pesquisas com eletretos, Costa Ribeiro observou que, para o eletreto se formar, a corrente elétrica era desnecessária: bastava a natural solidificação do material isolante, após ser derretido por aquecimento. Isto é, a mudança no estado físico dos dielétricos era, por si só, capaz de eletrificar esses materiais, desde que uma das fases envolvidas na transição fosse a sólida.

O fenômeno, batizado de "efeito termodielétrico" pelo cientista e posteriormente descrito na literatura científica como “efeito Costa Ribeiro”, foi apresentado em um artigo de 1944 nos Anais da Academia Brasileira de Ciências e teve grande repercussão, conferindo fama a Costa Ribeiro no Brasil e no exterior. Dois anos depois ele se tornou professor catedrático de física geral e experimental da Faculdade Nacional de Filosofia.

Em 1953 recebeu o Prêmio Einstein da Academia Brasileira de Ciências, que o elegeu membro. Foi o primeiro delegado do Brasil junto ao Comitê Consultivo das Nações Unidas para as Aplicações Pacíficas da energia nuclear.