O Grupo L’Oréal, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Unesco abriram no dia 10 de março as inscrições para a 20ª Edição do programa Para Mulheres na Ciência, que há 20 anos incentiva a participação feminina na ciência do País. O programa selecionará sete pesquisadoras, que serão premiadas com bolsa-auxílio de R$ 50 mil em áreas como ciências da vida, ciências físicas, ciências químicas, matemática, e, pela primeira vez, ciências da engenharia e tecnologia, marcando a expansão do programa e seu compromisso com a diversidade na ciência. Além da bolsa, as laureadas terão acesso a treinamentos online exclusivos com foco em desenvolvimento pessoal, mídias sociais, negociação e gestão de equipes.
Em comunicado no site da ABC, Helena Nader, primeira presidente mulher da Academia, a decisão de lançar mais uma bolsa no ano em que o programa completa 20 anos, demonstra a continuidade de um trabalho relevante, necessário e inclusivo, que abraça muitas pesquisadoras. “Iniciativas como essa para a inclusão de mulheres nas Ciências da Engenharia e Tecnologia são cruciais não apenas para promover a equidade, mas também para enriquecer a pesquisa científica com diferentes perspectivas e talentos. A falta de diversidade de gênero limita o potencial de inovação”, diz, segundo a nota.
Ao longo de 20 anos, o Para Mulheres na Ciência investiu mais de R$ 6 milhões em bolsas, impactando a trajetória de mais de 130 cientistas brasileiras, sendo sete laureadas premiadas internacionalmente.
As pesquisadoras interessadas em se inscrever esse ano e concorrer ao prêmio têm até o dia 30 de junho para se candidatar neste link. https://www.forwomeninscience.com/challenge/show/131
Para participar do programa e concorrer ao prêmio é preciso ter concluído o doutorado a partir de 2017, caso a candidata não tenha filho, e o prazo se estende para as mães de acordo com o número de filhos. O projeto submetido deve estar inserido em uma das categorias do programa: ciências da vida, ciências físicas, ciências químicas ou ciências matemáticas e ciências da engenharia e tecnologia, e é preciso ter o currículo lattes atualizado.
(SBF com dados da ABC)